Solicitar vistoria de funcionamento no Corpo de Bombeiros
O que o vistoriador verifica, o que preparar antes e os motivos mais comuns de reprovação.
A vistoria de funcionamento é a etapa que transforma o projeto aprovado e a obra executada em documento. É o momento em que o Corpo de Bombeiros confere, em campo, se o que está instalado corresponde ao que foi aprovado e se funciona.
Quando ela é necessária
A vistoria de funcionamento é destinada a empreendimentos empresariais e comerciais, e o atestado resultante é o que instrui o alvará municipal de funcionamento. Em geral, o imóvel precisa já ter o atestado de habite-se para obter o de funcionamento.
Ela aparece em situações como: abertura de empresa, mudança de atividade no imóvel, troca de titularidade, exigência de prefeitura, de seguradora ou de franqueador.
O caminho conforme o porte do imóvel
O procedimento varia conforme a complexidade e a área:
- Imóvel de baixa complexidade e área reduzida: solicitação pelo sistema, sem necessidade de vistoria ou análise prévia de projeto, com pagamento de taxa e assinatura do termo de compromisso de manutenção. Pode haver fiscalização posterior.
- Imóvel de baixa complexidade em faixa intermediária de área: procedimento semelhante, com fiscalização prevista dentro de um prazo após a emissão, e possível exigência de projeto aprovado a ser apresentado.
- Imóvel de alta complexidade: vistoria prévia obrigatória, e projeto aprovado antes da vistoria nos casos aplicáveis.
Para imóvel antigo com ocupação antiga, existe o caminho do relatório de regularização: a primeira vistoria levanta as medidas exigidas e gera um plano a cumprir.
O que o vistoriador verifica
A inspeção é prática. O que vemos sendo testado com mais frequência:
- Rede de hidrantes: abertura do registro, pressão e vazão no ponto mais desfavorável, estado de mangueiras, esguichos, adaptadores, tampões e chave storz no abrigo
- Central de alarme: acionamento, resposta dos dispositivos, sinalização audível e visível em todos os pontos ocupados
- Iluminação de emergência: corte da energia e verificação do acendimento e da cobertura da rota
- Extintores: tipo adequado ao risco, carga válida, acesso livre, sinalização e altura
- Sinalização de rota de saída: presença, tamanho, posição e continuidade do caminho
- Rotas de saída: largura, sentido de abertura das portas, ausência de obstrução, portas corta-fogo
- Documentação: projeto aprovado, ART, treinamento de brigada quando exigido
Como preparar o imóvel
- Teste tudo antes, de verdade: abra o registro do hidrante, acione a central, corte a energia para ver os blocos acenderem
- Confira validade de carga dos extintores e desobstrua o acesso a todos eles
- Libere as rotas de saída — material encostado em corredor e porta de saída trancada são clássicos
- Tenha o projeto aprovado em mãos no dia, impresso
- Separe a documentação: ART, termo de treinamento de brigada quando aplicável
- Garanta que alguém com acesso a todas as áreas esteja presente, inclusive casa de bombas e quadros elétricos
Nosso papel na vistoria
Fazemos uma pré-vistoria antes de solicitar a oficial: percorremos o imóvel com o mesmo roteiro do vistoriador e entregamos a lista do que precisa ser corrigido. É mais barato corrigir antes do que reprovar, corrigir e solicitar de novo. No dia da vistoria, acompanhamos presencialmente e respondemos às questões técnicas.
Perguntas frequentes
Preciso de projeto aprovado para solicitar a vistoria de funcionamento?
Depende da complexidade e da área do imóvel. Imóveis de baixa complexidade e área reduzida têm caminho simplificado, sem análise prévia de projeto. Imóveis de alta complexidade exigem vistoria prévia e, nos casos aplicáveis, projeto aprovado antes.
O que mais reprova em vistoria do Corpo de Bombeiros?
Divergência entre o que está instalado e o projeto aprovado, sistemas que não funcionam quando testados, rota de saída obstruída e extintor com carga vencida.
Preciso de atestado de habite-se antes do de funcionamento?
Em geral sim: o atestado de funcionamento pressupõe que a edificação já tenha o de habite-se.